Ministros do governo Lula passaram a defender, de forma reservada, que o ministro do STF Alexandre de Moraes autorize o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a cumprir a pena em regime de prisão domiciliar. A articulação ocorre nos bastidores e envolve, ao menos, três integrantes do primeiro escalão ouvidos sob condição de anonimato.
A reportagem é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. A avaliação interna é de que haveria necessidade de “coerência” por parte do Supremo, já que o mesmo benefício foi concedido ao ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo um ministro que despacha com frequência com Lula, não faria sentido manter Bolsonaro preso em unidade militar enquanto Collor cumpre pena em casa.
Outro auxiliar do presidente argumenta que o cargo ocupado por Bolsonaro justificaria um tratamento diferenciado. Para esse ministro, o fato de se tratar de um ex-chefe de Estado deveria pesar na decisão judicial, independentemente das críticas políticas ao ex-mandatário.
Desde a última quinta-feira (15), Bolsonaro cumpre pena na chamada “Papudinha”, batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal localizado dentro do Complexo da Papuda, em Brasília. Familiares e aliados do ex-presidente seguem pressionando pela domiciliar, alegando, principalmente, o estado de saúde debilitado.
Talvez maior problema para isso acontecer seja o receio de que Bolsonaro em casa fatalmente influenciaria na campanha presidencial de seu filho, Flávio Bolsonaro, indicado por ele como candidato, o que deixaria Lula e seus correligionários loucos da vida.
No entanto, se insistirem em deixá-lo preso e em claro sofrimento, a comoção social pode vir a prevalecer e o efeito ser muito mais devastador para Lula, que tudo fará para tentar a reeleição, mesmo com o alto índice de rejeição.
Agora, é aguardar…
Fonte: Portal Opinião Brasília



