Os registros mostram que as reuniões ocorreram entre 2023 e 2024, indicando uma proximidade que vai além da atuação profissional.
Um relatório detalhado da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelou que o ministro Dias Toffoli se encontrou mais de dez vezes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro era alvo de investigações relatadas pelo próprio magistrado, o que levanta suspeitas sobre a imparcialidade dos processos. Os registros mostram que as reuniões ocorreram entre 2023 e 2024, indicando uma proximidade que vai além da atuação profissional.
As evidências colhidas pelos investigadores apontam para uma relação de amizade íntima, reforçada por mensagens de WhatsApp onde o ministro convida o banqueiro para sua festa de aniversário. Diante da entrega do documento ao presidente da Corte, Toffoli deixou a relatoria das ações envolvendo o Banco Master na última semana. O caso gerou um mal-estar interno e os processos foram redistribuídos por sorteio para o ministro André Mendonça.
Além da proximidade física em eventos e jantares em Brasília, a Polícia Federal investiga repasses que somam R$ 35 milhões de um fundo ligado a Vorcaro para uma empresa de Toffoli e seus familiares. O que intriga as autoridades é o fato de esses pagamentos terem ocorrido anos após a venda de uma cota de um resort. A suspeita de que os ministros estivessem sendo gravados por Toffoli agravou a crise no tribunal.
Em sua defesa, o ministro negou publicamente qualquer vínculo de amizade com o investigado e afirmou que não havia motivos para se declarar suspeito no caso. Toffoli declarou ainda que desconhece os gestores do fundo mencionado e assegurou que jamais recebeu valores financeiros de Daniel Vorcaro ou de seus familiares. Procurados para comentar os diversos encontros citados no relatório, nem o magistrado nem o banqueiro responderam aos questionamentos.
Informações Portal Novo Norte



