A vice dos sonhos de Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho

Na visão dos integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro, Tereza Cristina pode agregar mais que Romeu Zema por três fatores

Apesar dos apelos de Jair Bolsonaro (PL) para emplacar Romeu Zema (Novo) como vice da chapa de Flávio à Presidência da República, tanto o filho do ex-presidente quanto o seu coordenador de campanha, Rogério Marinho (PL-RN), têm atuado para convencer a senadora Tereza Cristina (PP-MS) a assumir a função.

Na visão dos integrantes da campanha de Flávio, Tereza pode agregar mais que Zema por três fatores. O primeiro: como ela é do PP, há a possibilidade de que a parlamentar também consiga atrair não só a sigla – hoje comandada por Ciro Nogueira – como também o União Brasil. A federação União Progressista deve ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda nesta quinta-feira, 26.

O segundo fator é eleitoral. As mulheres, assim como aconteceu em 2022, serão decisivas na definição de quem será o presidente da República. Com uma mulher na chapa, Flávio espera reduzir a sua rejeição e conseguir atrair o voto feminino. Lula, por exemplo, caminha para ter outro homem no lugar de vice.

E o terceiro fator é financeiro. Como Tereza Cristina é ligada ao agro, há a expectativa de que o setor ajude a bancar a campanha do filho do ex-presidente da República. Ainda mais se Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, não conseguir se viabilizar como uma terceira via.

Flávio na frente, pela primeira vez

Flávio Bolsonaro apareceu um ponto percentual à frente de Lula em uma projeção de segundo turno na eleição presidencial deste ano da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, com 47,6% dos votos contra 46,6%, divulgada nesta quarta-feira, 25.

O filho 01 de Jair Bolsonaro estava empatado com Lula na última pesquisa, com 46,3% a 46,2%, o que indica que ele segue crescendo, enquanto o petista estacionou.

O levantamento ouviu 5.028 pessoas de 18 a 23 de março e tem margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos.

Que fase…

Lula também perderia numericamente nas disputas de segundo turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), por 47% a 46,8%, o próprio Bolsonaro, por 47,4% a 46,6%, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por 47,2% a 46,3%.

Todos esses cenários configuram empates técnicos, pois estão dentro da margem de erro. Mas o petista é o mais rejeitado entre os candidatos considerados pela pesquisa, por 52% dos eleitores. Flávio, seu principal adversário, é rejeitado por 46,1%.

Flávio se destaca em relação a Lula na comparação entre os dois nos quesitos impostos/carga tributária, criminalidade e tráfico de drogas e equilíbrio fiscal e controle de gastos.

O petista só vence o senador no quesito pobreza e desigualdade social, e empata em educação.

Com informações O Antagonista

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