O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Pod-MG), enviou ao Supremo Tribunal Federal ofício solicitando informações sobre quais foram os “usuários dos últimos 5 anos” do número de celular que trocou mensagens com Daniel Vorcaro.
Membros do colegiado e jornalistas que mantinham interlocução com Alexandre de Moraes garantem que o número era utilizado pelo ministro na data da prisão do banqueiro.
Vorcaro soube antecipadamente do mandado de prisão que seria expedido pela 10a Vara Federal em Brasília e cobrou de seu interlocutor “novidades” e se ele havia conseguido “bloquear” a iniciativa.
Reportagem de O Globo já havia identificado o ministro, que negou solenemente qualquer contato com o banqueiro. Os dois teriam trocado mensagens de ‘visualização única’ no WhatsApp, mas a PF conseguiu recuperar os metadados.
Nesta semana, a CPMI do INSS obteve a confirmação, via Sittel (Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos), de que o citado celular é um número funcional do STF, cobrando imediatamente dados adicionais.
Anteontem, Vorcaro foi transferido do presídio da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, dentro de um acordo preliminar de delação premiada.
O banqueiro promete detalhar sua relação com Moraes e a advogada Viviana Barci, esposa do ministro, contratada pelo Banco Master por R$ 129 milhões. Na quarta-feira, a CPMI espera o depoimento de Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro.
A ex-modelo e influenciadora viveu um romance intenso com o banqueiro, que lhe relatava quase que diariamente suas conversas com autoridades e negócios. Vorcaro chegou a fazer uma chamada de vídeo para Graeff ao lado de Moraes.
Informações Blog do Cláudio Dantas


