A cada dia, hora e minuto surgem novas revelações da Polícia Federal sobre o esquema criminoso o qual está envolvido o banqueiro Daniel Vorcaro, preso novamente por ordem do ministro André Mendonça do STF e Relator do Caso Master em substituição ao anterior também ministro Dias Toffoli, e nomes poderosos da República
Se o Congresso já vivia um clima de tensão, as novas revelações envolvendo nomes de grande influência política dos três poderes tende a se agravar, pois hoje ninguém mais pode assegurar o que virá amanhã. Dormir? Com certeza muitos não devem estar conseguindo.
Nomes como o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro Alexandre de Moraes e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) são alguns citados nas revelações de hoje.
Fontes consultadas nos bastidores da República e que pediram reserva, em especial no parlamento, levantaram uma voz uníssona de que o avanço das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF) e na Polícia Federal (PF) podem ir muito além do sistema financeiro, respingando em cheio as relações políticas sensíveis e expondo um novo foco de tensão institucional. Com toda certeza, o que já foi revelado terá uma enorme influência nas próximas eleições de outubro e é isso que o parlamento teme.
Enquanto Vorcaro estava livre, leve e solto articulando suas maldades, muitos tentaram protelar ao máximo qualquer iniciativa do Congresso para iniciar as investigações parlamentares específicas sobre o Banco Master. Entre as estratégias discutidas estavam o uso de argumentos regimentais e a avaliação de que as apurações já conduzidas pela PF e pelo STF tornariam desnecessária a abertura de uma investigação própria do Legislativo, o que, na prática, contribuiu para manter o tema sob cautela entre lideranças partidárias.
Mas o caldo entornou! As novas revelações gravíssimas e a prisão de Vorcaro, seu sócio e seu braço direito, Fabiano Zettel, e de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (“Sicário”), apontado pelas autoridades como o responsável por monitorar, espionar e planejar intimidações a adversários de Daniel Vorcaro e “suicidado” dentro de uma cela da Polícia Federal, mudou tudo.
A sociedade aguarda ansiosa o desenrolar dos acontecimentos e das investigações. A torcida têm sido para que Vorcaro abra o bico e solte o verbo de uma vez. Trata-se da “maior fraude bancária da história do país” e a hipótese de uma eventual colaboração premiada do banqueiro pode ampliar o alcance das investigações.
A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (“Sicário”), tem sido considerada por muitos como irreparável. “Ele sabia de tudo, coordenava tudo, tratava tudo, praticamente, direto com Vorcaro. Seu silêncio eterno fará muita falta”, disse uma fonte parlamentar.
Para o Presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, é nítido que o Congresso está trabalhando contra uma CPI do Banco Master. Em entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes, Valdemar afirmou que as investigações atingirão “meio mundo”, com conexões dos mais variados lados, e que ainda há muito a ser descoberto. “As investigações tem potencial para abalar as estruturas políticas do país e que, se a CPI for efetivamente instaurada, revelará um esquema de proporções inimagináveis”, disse.
“O [Davi] Alcolumbre é um deles [que não quer CPI]. Vai atingir meio mundo, não tenho dúvidas. […] Isso pode virar o mundo de ponta-cabeça. A gente nem sabe o que está por vir”, completou.
Para o analista político e mestre em Direito Público Arcênio Rodrigues, o caso do Banco Master ilustra como investigações financeiras podem produzir efeitos políticos que vão além do campo judicial. “Evitar o debate institucional não elimina o problema. Apenas adia seu enfrentamento e amplia o custo político futuro”, afirma.
Da redação com informações Gazeta do Povo
Fonte: Portal Opinião Brasília


