O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), fez duras críticas à passagem de Ricardo Lewandowski pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública após a confirmação da saída do ministro do cargo, nesta quinta-feira (9). Em comentário enviado à CNN, Ramuth afirmou que Lewandowski deixa a pasta como “o pior ministro da Justiça da história do Brasil”.
“Com todo respeito à história e ao passado do ministro Lewandowski, deixa o Ministério da Justiça o pior ministro da Justiça da história do Brasil”, disse o vice-governador.
Ramuth apontou medidas adotadas ao longo da gestão como justificativa para a avaliação negativa. Ele citou a proposta de uma PEC da segurança pública, declarações públicas do então ministro e atos administrativos.
“Ao longo da sua gestão, apresentou uma PEC da segurança pública inócua e que também tirava a autonomia dos estados, proferiu uma frase infeliz de que a polícia prende mal, por isso que a justiça é obrigada a soltar e, no apagar das luzes, ainda publicou uma portaria que pode prejudicar alguns estados”, afirmou.
Segundo Ramuth, a passagem de Lewandowski pelo ministério “não deixou saudades a ninguém”. “Portanto, uma passagem no ministério que não deixou saudades a ninguém e só corrobora com o desgoverno do atual presidente Lula”, declarou.
Essa é a segunda declaração dura de Felício Ramuth contra integrantes ou aliados do grupo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em menos de uma semana. Na segunda-feira (5), o vice-governador chamou o Partido dos Trabalhadores de “narcoafetivo” durante uma agenda oficial na capital paulista.
Após a fala, o Diretório Nacional do PT acionou a Justiça contra Ramuth por calúnia e disseminação de fake news. A ação, protocolada na terça-feira (6), pede indenização de R$ 50 mil e sustenta que a declaração extrapola os limites da liberdade de expressão ao associar o partido ao crime organizado.
Ricardo Lewandowski pediu demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública alegando motivos de ordem pessoal e familiar. Ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), ele estava à frente da pasta desde o início de 2024, no governo Lula. O Palácio do Planalto ainda não anunciou o substituto no cargo.
A CNN procurou o Ministério da Justiça para comentar as declarações de Felício Ramuth e aguarda retorno.
Com informações de CNN Brasil



