Antes de confirmar a recondução de Paulo Gonet para um novo mandato à frente da Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve conversas com ministros do Supremo Tribunal Federal, incluindo Gilmar Mendes. A antecipação da decisão, segundo interlocutores do presidente, teve como objetivo evitar pressões do Ministério Público Federal e a necessidade de organizar uma nova lista tríplice de candidatos.
A prática de apresentar uma lista de possíveis nomes para o cargo, tradicional entre os membros do MPF, já havia sido iniciada antes da decisão presidencial. Com a recondução definida, Gonet passa a se preparar para os desafios que marcaram seu primeiro mandato, que encerra em dezembro, e para as futuras cobranças no Senado durante a sabatina que definirá oficialmente seu segundo período à frente da PGR.
Entre os principais desafios enfrentados pelo procurador estão as denúncias relacionadas aos atos de 8 de janeiro e a acusação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe. Esses casos devem ser pauta de questionamentos durante a sabatina, sobretudo por parlamentares da oposição bolsonarista, que prometem intensificar o debate sobre essas investigações.
A definição da data da sabatina caberá ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar. A expectativa é que o processo ocorra nos próximos meses, dando início ao segundo mandato de Gonet com atenção voltada para as investigações de grande repercussão e os eventuais embates políticos no Congresso.
Fonte: Veja