Pesquisa Genial/Quaest mais recente revela que, entre famílias com renda acima de 5 salários mínimos – maioria no Distrito Federal –, redes sociais lideram com 40%, TV cai para 29% e sites, blogs e portais alcançam 19%, confirmando a ascensão da informação digital como decisiva nas eleições
Pesquisa Genial/Quaest de fevereiro revela que, entre famílias com renda acima de 5 salários mínimos – maioria no Distrito Federal –, redes sociais lideram com 40%, TV cai para 29% e sites, blogs e portais se mantêm estáveis em 19%, confirmando a ascensão da informação digital como decisiva nas eleições.
A relevância dos portais de notícias independentes e blogs cresce de forma acelerada entre os principais veículos de informação, já encostando na televisão como uma das formas mais usadas pela população para se informar sobre política. Essa tendência é especialmente forte entre eleitores de renda familiar acima de 5 salários mínimos – faixa que representa a maioria dos eleitores do Distrito Federal, onde o rendimento médio domiciliar per capita é o mais alto do país (R$ 3.444 em 2024, segundo PNAD Contínua do IBGE) e estimativas baseadas em Censo 2022 e PNAD indicam que cerca de 35–40% das famílias ultrapassam esse patamar.

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta semana (fevereiro de 2026), confirma o movimento: entre os eleitores com renda familiar superior a 5 salários mínimos, as redes sociais lideram com 40% como principal fonte de informação política (linha em azul no gráfico), enquanto a televisão despenca para 29% (linha rosa), perdendo terreno consistentemente desde outubro de 2025. Já sites, blogs e portais estão em crescimento e hoje ficam em torno de 19% (linha verde).
- O levantamento, realizado entre janeiro e fevereiro de 2026, demonstra claramente a segmentação por renda: Até 2 salários mínimos: TV ainda lidera com 43% (fevereiro/26), seguida por redes sociais em 31%.
- Mais de 2 a 5 salários mínimos: redes sociais e TV empatam em torno de 39–40%, com portais em 10–11%.
- Mais de 5 salários mínimos: redes sociais chegam a 40%, TV cai para 29%, e sites/blogs/portais se destacam com 19% – o maior percentual entre as faixas de renda.
Essa virada é histórica. A Quaest acompanha desde outubro de 2025 e mostra que, no grupo de renda acima de 5 salários mínimos – justamente o que mais decide eleições no DF –, a televisão perdeu liderança definitiva para as redes sociais, enquanto portais independentes (não vinculados a grandes conglomerados) crescem em confiança e acesso.
Especialistas apontam que a “nova imprensa” – veículos como Portal do Callado, blogs regionais e portais locais – oferece informação rápida, acessível, com análises menos filtradas e checagem independente, características valorizadas por eleitores mais qualificados e informados.
No Distrito Federal, os portais e blogs têm sido decisivos ao destacar resultados concretos: menor índice de homicídios em 48 anos, R$ 23 milhões em dietas especializadas para pacientes domiciliares, regularização de 554 templos evangélicos, PDOT aprovado (28 áreas irregulares beneficiando 20 mil famílias) e o programa Administração Regional 24 Horas (76,15% de resolutividade).
Enquanto a TV tradicional perde credibilidade ano a ano, esses veículos digitais ajudam o eleitor a separar fatos de narrativas ideológicas, expondo inconsistências da oposição – como Chico Vigilante (PT) votando contra a quitação da dívida do BRB, Ricardo Cappelli (PSB) acusado de usar a ABDI como QG eleitoral e a crise interna da esquerda com traições e baixa nas pesquisas.
A tendência apontada por especialistas é clara: nos próximos anos, portais de notícias e blogs devem ocupar o segundo lugar como fonte principal de informação política, atrás apenas das redes sociais (já em 40% entre os de maior renda). A TV, que já foi soberana, continua em declínio, especialmente entre quem tem mais acesso a informação digital e busca pluralidade e rapidez.
No DF, onde famílias de renda acima de 5 salários mínimos formam o eleitorado decisivo, essa mudança pode selar 2026: a nova imprensa não só informa, mas empodera o cidadão a escolher com base em resultados reais, não em narrativas fabricadas.
A Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP), presidida pelo jornalista Toni Duarte, entidade que representa a Nova Imprensa, comemora a pesquisa e destaca que é o resultado de um trabalho sério que respeita principalmente a informação correta e o leitor.
A pacificação política do Distrito Federal passa por informação de qualidade – acessível, rápida e confiável. Os portais independentes, ao encostarem na TV e desafiarem o monopólio tradicional, fortalecem a democracia e favorecem gestões de resultados como a de Ibaneis e Celina sobre o radicalismo e as fake news da oposição.
Portal do Callado


