Eduardo Velloso Viana sofreu pressão do Planalto para retirar assinatura
O deputado federal Eduardo Velloso Viana (União Brasil-AC) retirou sua assinatura do pedido de impeachment do presidente Lula (PT) após pressão do Planalto. A decisão visa proteger o cargo de sua irmã, Luciana Borges de Velloso Viana, que ocupa uma posição de confiança na Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), afirma o Metrópoles.
Luciana foi nomeada em maio de 2024 para a diretoria de gestão e inovação da agência, onde atua na gerência de captação de novos negócios, com salário de R$ 18.938,63. Segundo a Embratur, sua contratação atendeu a uma solicitação do ministro Celso Sabino e seguiu critérios técnicos.
O pedido de impeachment, apresentado pelo deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), tem 130 assinaturas e alega “pedalada fiscal” no programa Pé-de-Meia. Para avançar, precisa ser analisado pelo presidente da Câmara e aprovado por 342 deputados.
“Luciana Velloso mora em Brasília e cumpre sua jornada diária de trabalho na sede do Ministério do Turismo (MTUR), uma vez ela está vinculada à execução de Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o MTUR, que tem como objetivo garantir a estrutura logística e de recursos humanos para a realização de uma série de eventos, como COP30, Salão Nacional do Turismo e Feirão do Turismo.
Sua contratação foi uma solicitação do ministro Celso Sabino, acatada por esta Agência porque possuía os requisitos profissionais para a vaga. Suas atividades estão registradas em relatórios periódicos e são adequadas para o cargo que exerce.”