O agravamento da crise ocorre em ano eleitoral, quando a dinâmica legislativa se torna ainda mais fragmentada e orientada por interesses regionais e pessoais. Sem reorganização efetiva da articulação, analistas veem risco elevado de novas derrotas relevantes ao longo de 2026.
Em paralelo, Lula prepara uma ampla reformulação da Esplanada dos Ministérios, com a possibilidade de ao menos 19 dos 38 ministros deixarem os cargos. A saída de Gleisi, prevista para abril, para concorrer à Câmara dos Deputados pelo Paraná, deve se somar à do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que planeja disputar o Senado pela Bahia.
Apesar de ter sido tratado por Lula como “primeiro-ministro”, Costa não conseguiu conter as crises com o Congresso e tampouco entregou os resultados esperados do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), principal vitrine de obras federais.
No Congresso, a reorganização atinge lideranças partidárias. Na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ) deve deixar a liderança do partido, com Pedro Uczai (PT-SC) cotado para assumir. No Senado, há expectativa de mudanças após embates internos envolvendo o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA).
Com informações Gazeta do Povo



