A Polícia Federal definitivamente é uma polícia de Estado e não uma polícia de Luís Inácio Lula da Silva, como o presidente petista gosta de se referir.
Lula já disse que as investigações sobre o Banco Master só começaram por ter mandado “a nossa polícia federal investigar”.
Entretanto, a Polícia Federal demonstra ao presidente e aos membros do PT, como o deputado distrital Chico Vigilante, que não está sob domínio de ninguém.
Uma investigação em curso revela as viagens de luxo de Lulinha pelo exterior pagas por lobistas criminosos que roubaram milhões de velhinhos aposentados do INSS.
A PF investiga se recursos desviados do Instituto Nacional do Seguro Social foram usados para bancar as viagens internacionais do filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Relatórios apontam conexões financeiras com Antônio Carlos Camilo Antunes, o famoso “Careca do INSS”, preso por comandar um esquema bilionário de fraudes contra aposentados.
Dinheiro repassado a uma amiga próxima de Lulinha acabou na agência de viagens utilizada pelo filho do mandatário.
Pior: documentos que foram parar na PF, indicam que Lulinha e o Careca viajaram juntos para Madri e Lisboa em pelo menos três ocasiões nas mesmas datas, durante o auge da farra no INSS.
Lula estaria furioso com o atual diretor-geral da instituição policial. Nem ele consegue deter as investigações em curso.
A PF continua escarafunchando a teia de Daniel Vorcaro, o banqueiro do Banco Master, e do Careca do INSS, doa a quem doer.
As operações revelam uma rede de influência, lobismo e desvios que alcança o coração do poder.
Se as palavras de Lula, de que, se o filho dele estivesse metido no esquema da roubalheira do INSS, teria que pagar pelo erro, foram apenas firula, para a Polícia Federal não são.
A instituição vem demonstrando, com fatos, que age com independência técnica e que a lei vale para todos, inclusive para quem se acha acima dela.
Os petistas e Lula que se acostumem: a PF não é “nossa”, como dizem. É do povo.
Fonte: RadarDF


