O tapa na cara de Lula dado por Flávio Bolsonaro

A audiência desta terça-feira (7), nos Estados Unidos, serviu para desmontar uma das principais narrativas fabricadas pelo governo Lula contra a oposição brasileira: a de que Flávio Bolsonaro estaria atuando para prejudicar o Brasil no exterior.

O que se viu foi exatamente o contrário.

Diante da possibilidade de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, o pré-candidato à Presidência da República defendeu que a medida não seja aplicada neste momento e pediu que qualquer decisão seja adiada até depois das eleições. Em outras palavras, Flávio deixou claro que não deseja punição ao Brasil, nem aos empresários, produtores, exportadores e trabalhadores brasileiros.

A posição é politicamente relevante porque retira das mãos de Lula um discurso pronto de vitimização. O petista tenta transformar qualquer crítica internacional ao seu governo em ataque ao país, como se questionar os rumos políticos, econômicos e institucionais do Brasil fosse o mesmo que atacar a população brasileira.

Não é.

O Brasil não pode ser confundido com Lula. O governo passa; o país fica.

Ao defender o adiamento ou cancelamento da tarifa, Flávio Bolsonaro buscou separar as coisas: uma coisa é criticar o governo Lula, outra é penalizar a economia nacional. Essa diferença é fundamental e precisa ser compreendida pelo eleitor.

A oposição pode e deve denunciar abusos, erros diplomáticos, insegurança jurídica e perseguições políticas. Mas isso não significa torcer contra empresas brasileiras, contra o agronegócio, contra a indústria ou contra o emprego.

Lula, por sua vez, tenta empurrar a discussão para o campo emocional, acusando adversários de traição e transformando divergências políticas em espetáculo. É uma estratégia conhecida: quando falta resultado, sobra narrativa.

Flávio também defendeu o Pix, afastando a tese de que o sistema brasileiro de pagamentos seria uma ameaça desleal a empresas americanas. Nesse ponto, o senador procurou mostrar que defender o Brasil não significa defender o governo Lula, mas proteger aquilo que funciona e beneficia a população.

O episódio deixa uma lição clara: a eleição de 2026 já está sendo debatida também fora do país. E, nesse cenário, Lula tentará posar de vítima sempre que for confrontado. A oposição, por outro lado, precisa mostrar maturidade para criticar o governo sem permitir que o Brasil pague a conta.

Foi exatamente essa a linha adotada por Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos: pressão política contra Lula, sim; punição econômica ao povo brasileiro, não.

Assista a fala do pré-candidato

Da redação

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