A defesa do rapper Oruam pediu que seu cliente fosse beneficiado com uma prisão domiciliar humanitária, alegando que ele tem histórico de “comorbidades infecciosas na região do pulmão”.
A coluna Na Mira teve acesso à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que revogou, nessa segunda-feira (2/2), a liminar que determinou a liberdade do artista.
Segundo os advogados alegaram à Corte, as infecções acarretaram “problemas nas vias respiratórias e condições psíquicas agravadas pela doença”. O pedido foi negado, e a prisão preventiva foi mantida pelo STJ.
28 interrupções
Conforme revelado pela colunista Fábia Oliveira, a decisão veio após Oruam violar as condições de uso da tornozeleira eletrônica e comprometer a fiscalização das medidas cautelares fixadas em sua soltura.
Em apenas 43 dias, o dispositivo teve 28 interrupções em seu funcionamento, principalmente no período noturno e em fins de semana, segundo a decisão.
A defesa do cantor afirmou que os episódios seriam motivados por “problemas de carregamento de bateria” da tornozeleira. O relator, ministro Joel Ilan Paciornik, no entanto, disse que o ocorrido extrapola, e muito, a frágil narrativa.
“Tal conduta compromete diretamente o controle estatal sobre a liberdade do acusado, inviabilizando o monitoramento de seus deslocamentos e frustrando a fiscalização imposta pelo Juízo”, afirmou o ministro Joel Ilan Paciornik.
Com a decisão, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) saiu para cumprir o mandado nesta terça-feira (3/2). Segundo o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Civil, Neilson dos Santos Nogueira, em declaração à coluna Lucas Pasin, o cantor não foi encontrado em casa.
“Diligenciamos na residência dele, mas ele não foi localizado. O mandado de prisão segue pendente de cumprimento”, informou.
Entenda
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo do rapper, foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes: tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. O músico chegou a ser denunciado, depois, por tentativa de homicídio contra policiais pelos fatos que o levaram à cadeia.
Em setembro, uma decisão do STJ revogou, liminarmente, a prisão do rapper. O cárcere foi substituído por outras medidas cautelares, como comparecimento ao juízo, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira. Ele violou diversas dessas medidas.
Com informações Metrópoles.com



