EUA enviarão maior porta-aviões do mundo ao Oriente Médio, diz jornal

O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e seus navios de escolta, que atualmente estão posicionados no mar do Caribe, serão transferidos para o Oriente Médio, segundo relataram quatro autoridades americanas que falaram sob condição de anonimato ao jornal The New York Times.

O anúncio surge em meio a uma crescente tensão entre o governo de Donald Trump e o regime do Irã.

Os tripulantes foram avisados da decisão nesta quinta-feira (12). O porta-aviões deve continuar estacionado na região até, no mínimo, o início de maio, de acordo com as fontes.

Os EUA já contam com outro grupo de ataque posicionado no Golfo Pérsico, o USS Abraham Lincoln, como parte da campanha de pressão contra Teerã. Trump já havia sinalizado nesta semana que pretendia enviar um segundo porta-aviões para a região, mas não deu detalhes de qual poderia ser.

Porta-aviões foi usado em operação de captura do ditador Maduro

O USS Gerald R. Ford foi redirecionado para o Caribe em outubro para a operação destinada a reforçar o combate ao narcotráfico internacional na América Latina.

Meses depois, os americanos intensificaram a pressão sobre a Venezuela e acabaram capturando o ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

A embarcação é considerada o maior e mais poderoso navio de guerra já construído e se tornou o símbolo máximo da superioridade naval americana.

Trump insistiu nesta quinta-feira na necessidade de chegar a um acordo nuclear com o Irã, porque “caso contrário, será muito traumático” para o país. De acordo com o líder republicano, Teerã deveria “ter chegado a um acordo na primeira vez. Em vez disso, eles sofreram o Midnight Hammer (referindo-se à operação Martelo da Meia-Noite), na qual os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas em junho passado.

As negociações para fechar um acordo nuclear entre EUA e Irã foram retomadas na semana passada, na primeira reunião desde a guerra de 12 dias que ocorreu em junho do ano passado entre o Irã e Israel, na qual Washington participou e bombardeou instalações nucleares iranianas.

Gazeta do Povo

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