Levantamento mostra que a gestão federal empenhou R$ 520 milhões em comunicação institucional no primeiro semestre
O governo Lula empenhou R$ 520 milhões em propaganda institucional entre janeiro e junho, mais que o dobro dos R$ 213,5 milhões registrados no mesmo período de 2022, no governo Jair Bolsonaro. A concentração dos gastos ocorreu antes do início das restrições impostas pelo calendário eleitoral.
As principais campanhas envolveram a divulgação de ações do governo, como o programa Desenrola Brasil e a PEC que extingue a escala 6×1, além da campanha institucional “Conectando entregas e futuro”. A gestão também ampliou investimentos em publicidade digital e na contratação de influenciadores.
Segundo a Secom, os gastos respeitam os limites previstos na legislação e refletem o planejamento de comunicação e campanhas de utilidade pública. O governo argumenta que comparações entre exercícios diferentes exigem contextualização sobre políticas públicas e necessidades específicas de cada período.
O aumento das despesas motivou uma ofensiva da oposição. O PL acionou o TSE pedindo a suspensão das campanhas publicitárias, sob alegação de extrapolação do teto legal, enquanto decisões judiciais já determinaram a interrupção de peças específicas, caso que ainda será analisado pela Justiça, apontou a Folha.


